A Boeing informou receita de US$ 24,2 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 4% sobre o mesmo período do ano passado. O prejuízo líquido caiu para US$ 116 milhões, ante US$ 5,34 bilhões.

A companhia registrou fluxo de caixa operacional de US$ 1,5 bilhão e fluxo de caixa livre de US$ 464 milhões. A carteira total de pedidos chegou a US$ 745 bilhões, recorde informado pela empresa.

Aviação comercial segue com receita menor

A divisão de aviões comerciais teve receita de US$ 10,72 bilhões, queda anual de 3%, e prejuízo operacional de US$ 697 milhões. A Boeing atribuiu o resultado a uma combinação menos favorável de entregas e custos projetados mais altos.

A unidade entregou 161 aeronaves no trimestre, praticamente estável frente às 160 entregues um ano antes. A carteira da divisão somava mais de 6,3 mil aviões, avaliados em US$ 612 bilhões.

A empresa informou que o 737-7 recebeu certificação alterada da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos e que o 737-10 também obteve certificação em outubro.

Defesa e serviços ampliaram receita

O segmento de Defesa, Espaço e Segurança teve receita de US$ 7,94 bilhões, avanço de 15% na comparação anual. O resultado operacional da unidade foi de US$ 492 milhões, contra US$ 114 milhões no terceiro trimestre de 2025.

Serviços Globais registrou receita de US$ 5,6 bilhões, segundo o comunicado. A diferença entre divisões ajuda a explicar por que a melhora no resultado consolidado não representa uma recuperação uniforme de todas as áreas.

Conexão com a aviação brasileira

A Boeing mantém exposição direta ao mercado brasileiro: dados da GOL indicavam 146 aeronaves da fabricante na frota da companhia no primeiro trimestre de 2026. A LATAM Brasil também opera aeronaves Boeing, segundo o material institucional da fabricante.

Os resultados trimestrais não determinam mudanças imediatas em rotas ou tarifas no Brasil. Produção, entregas, contratos e disponibilidade de aeronaves são fatores que podem afetar operadores, mas as empresas não anunciaram hoje alteração específica para o mercado brasileiro.