Um estudo divulgado pela fintech Keepay estima que metade de uma amostra com mais de 6 mil estabelecimentos comerciais tinha recebíveis de cartão de crédito sem vínculo com operações financeiras. A empresa atribui ao grupo pesquisado um total de R$ 718 milhões em valores futuros livres de ônus.
O levantamento considera lojistas ligados à carteira de um distribuidor atacadista de atuação nacional. A Keepay não identificou publicamente o parceiro no material consultado, e os resultados não representam automaticamente todo o varejo brasileiro.
O que significa ter recebíveis livres
Recebíveis são valores que o comerciante tem a receber de vendas realizadas, mas cujo pagamento ocorre depois. Quando estão livres, não foram comprometidos como garantia ou antecipados em uma operação financeira, segundo a definição apresentada pela empresa.
A fintech projeta esses recursos em um horizonte de até 120 dias. A estimativa depende da amostra e do comportamento de vendas dos estabelecimentos, portanto não equivale a dinheiro já disponível em caixa nem a uma oferta de crédito aprovada.
Como interpretar o levantamento
O estudo sugere que parte dos lojistas pesquisados pode ter espaço para negociar capital de giro com base em recebíveis. A decisão depende das condições contratuais, do custo da operação e da capacidade de pagamento; o dado isolado não demonstra que a alternativa seja mais barata que um empréstimo bancário.
Os números foram divulgados pela própria Keepay e reportados pelo Brasil Inovador. A metodologia detalhada e a identificação do distribuidor não foram informadas na publicação consultada.






